Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

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ARS de Lisboa e Vale do Tejo acha que há demasiadas extensões de saúde no distrito de Santarém

 

29.01.2008, Jorge Talixa

 

Existem algumas unidades de saúde em zonas rurais que distam entre si apenas quatro quilómetros, penalizando os médicos com deslocações permanentes

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo considera que há um número excessivo de extensões de saúde no distrito de Santarém. A situação, no entender de António Branco, prejudica o funcionamento mais eficiente dos serviços, obrigando muitos médicos a uma permanente mobilidade, quando o número de clínicos já é reduzido para as necessidades. António Branco garante que não há nenhum plano para fechar algumas das 150 extensões existentes nos 21 concelhos do distrito, que se juntam aos 21 centros de saúde que funcionam nas respectivas sedes. Sublinha, todavia, que é importante dialogar com as autarquias para tomar algumas medidas de redução destas pequenas unidades de atendimento, como aconteceu no Cartaxo e em Rio Maior.
O responsável da ARS sublinha que este é um "fenómeno" que, na região de Lisboa e Vale do Tejo, é mais característico do distrito de Santarém, onde existiram 170 extensões de saúde que, nos últimos dez anos, foram reduzidas para pouco mais de 150. E acrescenta que a proliferação de extensões é mais notória em municípios de grande dimensão territorial como Santarém, Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas.
No concelho escalabitano funcionam três extensões de saúde numa zona rural que distam poucos quilómetros. "Se queremos melhorar, não podemos ter situações como as da Póvoa, Verdelho e Achete, que estão em linha recta e distam, entre a Póvoa e Achete, quatro quilómetros", refere. "Muitas são extensões em que vão lá médicos uma ou duas vezes por semana e algumas estão extraordinariamente perto umas das outras. Isso é muito mais caro e menos eficaz e obriga a uma gestão muito complicada. Houve, ao longo dos anos, uma grande concentração de extensões de saúde, muitas delas sem terem justificação".
O presidente da ARS recorda que, nos últimos dez anos, foi possível desactivar cerca de 20 destas unidades e que não houve qualquer prejuízo para a qualidade de atendimento às populações. "Por exemplo, no Cartaxo conseguiu-se fechar três, com um acordo activo com a câmara e as juntas de freguesia, com objectivos perfeitamente traçados e hoje as pessoas estão satisfeitas", sustenta, frisando que em Rio Maior também foi possível uma "grande alteração", negociada com as autarquias locais.
António Branco salienta que há "falta" de médicos de família e que o Ministério da Saúde anda a pagar a médicos para andarem bastante tempo na estrada entre as extensões. "Não há volta a dar, mas do ponto de vista da gestão assistencial e do pessoal, é mais caro e não podemos obrigar os médicos a deslocarem-se fora das horas de serviço", acrescenta o mesmo responsável da ARS, que afiança, contudo, não haver, actualmente, qualquer plano definido para fechar unidades deste tipo no distrito ribatejano.

Sempre é mais fácil deslocar os doentes, não é sr. presidente da ARSLVT???!!!

publicado por José António Almeida às 17:44

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