Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

O Lobo Mau…

 

Cada vez que o Engenheiro Sócrates aparece nos meios de Comunicação Social instala-se no meu espírito uma cena do conto infantil “ O Capuchinho vermelho”.

Quando o “Lobo Mau” depois de comer a velhinha veste a sua camisa de dormir, põe a sua touca para ganhar a confiança da pequenita, aparece como figura inofensiva e simpática, mas no fundo, no fundo o que ele quer é, também, comer a garota.

Tal como o lobo é uma figura central na história infantil, também o Engenheiro é figura central do país e vestindo o fato de cordeiro já “mordeu” e quase “comeu” os professores, os médicos e enfermeiros, os polícias e guardas, os autarcas bem como todos os funcionários públicos de um maneira geral.

Com a presidência da União Europeia o país viveu um período de alguma acalmia mas agora, com o fim da presidência, volta com dente afiado para continuar a trincar.

Os Concelhos de Mação, Proença-a-Nova, Oleiros e Vila de Rei, em termos de saúde preparam-se para também eles serem trincados, para sofrerem mais um ataque feroz obrigando as pessoas a ir para onde não querem (sertã) com pior serviço, sem transportes, com mais tempo gasto no percurso, com piores acessos.

Querer obrigar uma pessoa de Ortiga, de Envendos, de Mação ou até de Cardigos ir para a Sertã é no mínimo tontaria. As ligações rodoviárias, os hábitos, a qualidade na resposta às necessidades estão a sul e não a norte.

Se o problema está nas NUT(s) então mudemos de NUT, se está no governo então mudemos de governo.

Se não for possível uma coisa nem outra então que continuemos com um regime de excepção.

Estes quatro Municípios estão a preparar uma resposta conjunta para que o governo se aperceba que a postura de arrogância está a instalar nas pessoas um clima de medo e que a manter-se será a curto/médio prazo mais um motivo para que as pessoas não se queiram aqui instalar.

O “ combate” entre Ota e Alcochete é também uma prova da coerência, da seriedade, da palavra deste governo. O ministro Lino chama deserto à margem sul (sem pessoas, sem escolas sem hospitais…) e que ali nunca seria construído o aeroporto. Agora o mesmo ministro meia dúzia de meses depois aplaude a opção “deserto”. Ser capaz de fazer estas figuras, de assumir estas posturas é necessário ter “verticalidade”, é necessária “honestidade” e acima de tudo é necessário “conhecimento” para ser capaz de defender em simultâneo uma posição e a sua contrária.

Nunca outro governo conseguiu atrair em simultâneo e para um tão grande número de ministros e Secretários de Estado tanto “elogio” da sociedade portuguesa; basta olhar para as nossas caixas de correio electrónico para nos apercebermos da consideração e estima que os portugueses nutrem pelo seu governo.

Uma nota final para a política de cá. Nuno Neto escreveu no seu “observatório de Mação” acerca do orçamento da Câmara Municipal de Mação para 2008 que “Vira o disco e toca o mesmo”. Das duas uma; ou Nuno Neto é surdo ou não sabe nada de música, caso contrário veria com facilidade que em Mação as pautas musicais mudaram, os ritmos mudaram e só os cegos e surdos é que não se apercebem disso.

 

José António Almeida

publicado por José António Almeida às 12:28

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