Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

afirMAÇÃO

 

Por iniciativa de diversas entidades públicas e associações de património do Sul da Europa, foi criada a Rota Europeia “Caminhos da Arte Rupestre Pré-Histórica”, cuja institucionalização se fará no âmbito do Conselho da Europa.

A rota reúne todas as regiões e comunidades autónomas de Espanha e as autoridades do País Basco francês e de Ariège, além de, por Portugal, o Museu de Arte Pré-Histórica de Mação.

 

Na cerimónia de assinatura do acto fundador da Rede, que teve lugar ontem, dia 19 de Novembro de 2007, pelas 11.00h, no Ministério da Cultura de Espanha, em Madrid, Saldanha Rocha, Presidente da Câmara Municipal de Mação foi eleito Vice-Presidente, tendo a Presidência sido assumida pela região Cantábrica (Espanha).

A participação de Portugal foi assegurada desde a primeira hora pelo Instituto Politécnico de Tomar e pelo Museu de Arte Pré-História de Mação. A Rede desenvolverá cinco grandes programas, que se estenderão a todos os países da União Euopeia:

  • Eco-sapiens (Educação Ambiental e Conservação da Arte Rupestre)
  • Paisagens Arqueológicas e Arte Rupestre Pré-histórica
  • Turismo e Arte Rupestre Pré-Histórica do Sudoeste da Europa
  • Itinerário Cultural Europeu “Primeiros Povoadores e Arte Rupestre do Sudoeste da Europa”
  • Gestão cultural e exploração turística da arte rupestre Pré-Histórica da Europa.

A criação desta Rede, acolhida de forma calorosa pela Comissão Europeia e pelo Conselho da Europa, faz-se numa perspectiva de preservação e de valorização cultural e social da arte rupestre, como expressão particular da Humanidade. A associação entre a investigação, a formação superior, a conservação e a valorização museográfica e turística, são elementos essenciais neste processo, que permanece aberto a outras adesões.

Para Saldanha Rocha, Presidente da Câmara Municipal de Mação e Vice-Presidente desta recém-criada Rede Europeia, "a integração nesta Associação é da maior importância e inevitável para o desenvolvimento e concretização dos projectos desta área científica, bem como uma honra e enorme prestígio, pela surpresa, a nomeação para a Vice-Presidência, a par da província da Cantábria na Presidência, por quatro anos".

Mais um passo rumo a uma, cada vez mais sustentada, afirMAÇÃO.

publicado por José António Almeida às 13:05

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Parece-lhes bem?

 

 

           

Fez eco em todos os meios de comunicação a aprovação do novo Estatuto do Aluno.

Para o Partido Socialista foi finalmente aprovado um estatuto “sério” e “a sério”, que “defende” o aluno até a exaustão, sem castigos porque isso de castigos e penalizações é coisa de terceiro mundo.

Olhando para as declarações de Mª de Lurdes Rodrigues ao Diário de Notícias podemos extrair toda a bondade do referido documento.

“…O rigor não é avaliado pelo tipo de punição, mas pelo esforço que faz em corrigir o comportamento. Os que chumbam têm uma enorme probabilidade de abandonar o ensino. Parece-lhes bem? (sublinhado nosso) Desistir dos jovens? Porque num momento qualquer lhes apetece mais o sol do que estar na escola, desistimos, deixamo-los. Não. Devem ser accionados mecanismos de chamada de atenção para que ele saiba que foi apanhar sol de manhã e que à tarde espera-o trabalho suplementar.”

Mª de Lurdes Rodrigues,  Diário de Notícias,  30-10-2007.

 

É assim mesmo senhora ministra!!! Devemos dar todas as oportunidades aos meninos; se falta no primeiro período, ainda tem oportunidade de estudar no segundo; se falta no segundo, ainda tem oportunidade de estudar no terceiro; se falta o ano todo ainda tem o “exame” final no qual, com duração de pouco mais de uma hora, os professores têm oportunidade e tempo mais que suficiente para verificar comportamentos, atitudes, valores e conhecimentos.

Concordo consigo senhora ministra; tem “algum jeito???!!!” estarmos na cauda da Europa em termos de qualificações e quando o governo, preocupado com as estatísticas internacionais, apresenta um estatuto “brilhante” vêm esses “ignorantes” (políticos de quase todos os quadrantes, professores e sindicalistas) colocar objecções a tão “perfeito” documento.

  Senhora ministra, esses críticos queriam que as escolas estivessem abertas durante a semana só para os alunos assíduos, ao domingo para os absentistas e o sábado ficaria reservado para os professores elaborarem fichas e outros materiais que seriam aplicados ao domingo.

Mas, senhora ministra, isso seria desumano, obrigar uma criança ou um jovem que está habituado a não ter obrigações nem responsabilidades ter que ir um dia por semana à escola!!!?? Então não se vê, sem qualquer dificuldade, que o seu modelo é muito melhor.

E o que muda de substancial com o novo estatuto?

“A grande diferença: acreditar que os professores e as escolas têm os meios, têm a capacidade de avaliação e têm de ter os instrumentos para poder intervir e corrigir essa situação. Não é necessário que um comportamento pior no primeiro período comprometa o segundo e o terceiro. Isso sim é facilitismo. Um aluno falta no primeiro período e no segundo e terceiro já está fora da escola, já ninguém se interessa por ele. É um aluno abandonado. Pelos pais que não lhe justificaram as faltas e pela escola que não quis saber. E falta de crença até na possibilidade que os adultos, os professores, têm de corrigir comportamentos e até de educar. Os professores têm ou não têm essa capacidade? (sublinhado nosso)

 Mª de Lurdes Rodrigues,  Diário de Notícias , 30-10-2007.

 

Claro que têm capacidade senhora ministra. Os professores, depois da aprovação do estatuto com que a senhora os presenteou (passaram de bestas a bestiais) são capazes de tudo ou quase tudo; só não são capazes de uma coisa - explicar a uma criança ou jovem que, tendo um percurso anual de assiduidade e pontualidade, respondendo às múltiplas solicitações por parte dos professores, desenvolvendo comportamentos e atitudes ao longo do ano lectivo tem o mesmo reconhecimento que o percurso de um seu colega que a escola  viu duas ou três vezes ao longo do ano lectivo.

Mas, senhora ministra, esta tarefa é demasiado exigente para um professor, isto é pedir-lhe demais; esta é uma tarefa à altura do seu “brilhantismo”

Senhora ministra, o “nosso” primeiro-ministro talvez lhe vá pedir ajuda para explicar o Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) às pessoas de Mação, dado que o nome do Concelho nem sequer figura no documento.

Será se a Administração Central, prevendo, em 2008, gastar ZERO em Mação, quer nomear o concelho para o PRÉMIO “CONTIBUTO DE OURO PARA REDUÇÃO DO DÉFICE”.

Amigo leitor, este estatuto e este PIDDAC, parecem-lhe bem?

José António Almeida

 

publicado por José António Almeida às 12:58

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